Promoção CD CAPICUA, EMICIDA, RAEL E VALETE - LÍNGUA FRANCA [AUTOGRAFADO]

CD CAPICUA, EMICIDA, RAEL E VALETE - LÍNGUA FRANCA [AUTOGRAFADO]

Fruto de uma conexão entre o Brasil de Emicida e Rael com os portugueses Valete e Capicua, "Língua Franca" (Lab Fantasma/Sony Music) traz os quatro artistas em faixas em que tratam de questões que lhes são comuns independentemente do continente em que vivem, sociais ou pessoais, sob a perspectiva de que, embora sejam de países diferentes, estão unidos e conectados pela língua portuguesa.

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Descrição

Fruto de uma conexão entre o Brasil de Emicida e Rael com os portugueses Valete e Capicua, "Língua Franca" traz os quatro artistas em faixas em que tratam de questões que lhes são comuns independentemente do continente em que vivem, sociais ou pessoais, sob a perspectiva de que, embora sejam de países diferentes, estão unidos e conectados pela língua portuguesa. 

Com repertório de dez faixas inéditas, o projeto já havia apresentado os singles “Ela” e “A Chapa É Quente”. Celebrando a língua comum entre os dois países, o álbum contou com a produção de Kassin, que já trabalhou com nomes como Marisa Monte e Gal Costa, Fred Ferreira, integrante da Banda do Mar, e Nave. O projeto é uma colaboração entre os braços brasileiro e português da Sony Music e o selo Laboratório Fantasma.



Minha Pátria É Minha Língua


(por Caetano Veloso)


O rap é a língua franca da diáspora negra e, já hoje, de algumas gerações de pessoas muito jovens, de todas as cores, nas cidades do mundo. O português é a língua franca da Damaia, do Cachoeira, do Grajaú, do Porto, de São Tomé e Príncipe, de Cabo Verde, de Angola, de Moçambique, do Brasil e de Portugal. São muitas camadas de desqualificação superpostas, muitas camadas de opressão. Muita ginga. Capicua (com seu nome artístico de origem catalã, em que significa palíndromo: seu nome de batismo é Ana) é branca; Valete é negro; Emicida e Rael são mestiços. Os dois primeiros são portugueses; os dois últimos, brasileiros. Os quatro falam a mesma língua. A língua franca do rap. E a língua franca da lusofonia. O simples fato de tê-los aqui reunidos é já, a meus olhos mulatos do recôncavo baiano, acontecimento de grande monta. Mas há Kassin, Nave e Fred Ferreira, além de Sara Tavares, destilando o que é moderno dos dois lados do Atlântico. Creio que devemos muito de tudo isso a Emicida e a seu irmão Fióti (que é citado numa das muitas rimas): as movimentações desses dois duendes da periferia paulistana e da vida online são sempre consequentes. Para mim, é todo um mundo humano que se representa nessa associação de MCs. Todo um mundo que aprende a levantar-se. Eles trocam mutações de palavras da língua inglesa (e de nomes de pioneiros anglófonos) ocorridas na gestação do hip-hop no Brasil e em Portugal, misturam-nos com os mitos africanos, afro-baianos, afro-brasileiros, afro-lisboetas, trazem tudo para dentro dos coloquialismos de suas quebradas transatlânticas e enriquecem a nossa vida. Dão-nos esperança. Criam esperança. São os gênios invisíveis que se fazem ver. Falam aos amigos. Cantam a deusa do ébano. Guerreiam o ego. Abrem trilhas futuras. É disso que todos precisamos. Porque, como escreveu Bernardo Soares, que é um dos nomes de Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa".



Tracklist:



01 - Amigos

02 - (A)tensão!

03 - Gênios invisíveis

04 - AFROdite

05 - Egotrip

06 - A chapa é quente!

07 - Modo de voo

08 - Vivendo com a morte

09 - Ideal

10 - Ela

 


 





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