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Retrospectiva: 5 músicas que marcaram a cena do rap nacional em 2018

Retrospectiva: 5 músicas que marcaram a cena do rap nacional em 2018

De Baco a Djonga, Na Brisa a Cynthia Luz, e BK’ a Emicida, a cena do rap nacional em 2018 se fortaleceu e foi responsável por um dos anos mais produtivos da história, além de ter dado voz pra muita gente nova.


Por isso, listamos cinco músicas que justificam esse 2018 “de ouro”. Muita coisa vai ficar de fora, a gente sabe, mas a intenção não é elencar as mais bombadas, e, sim, aquelas que foram importantes para a cena.


Bora pra lista? Se liga, então!


 

1. Pantera Negra (Emicida)


Lançada logo no primeiro dia de fevereiro, a música-tema da divulgação do filme Pantera Negra no Brasil consagrou a antiga parceria de Emicida e Felipe Vassão, que trabalharam juntos lá em Triunfo e depois no álbum O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, em 2013, no início da carreira do rapper.


A música é uma exaltação à história em quadrinhos que inspirou o longa-metragem, lançado dias após o som.


Pantera Negra fala sobre reino africano fictício de Wakanda, comandado pelo rei T'Challa. Chadwick Boseman, ator que interpretou o herói, foi o primeiro protagonista negro em um filme da Marvel.


O som lançado por Emicida traz todo esse peso sobre a obra e muitas referências sobre questões raciais, de igualdade e, principalmente, de ancestralidade. Tudo isso unido a um beat pesado e ao flow inconfundível do rapper. Ainda teve o clipe, que ficou do caralho! Relembre:

 

 


2. Junho de 94 (Djonga)  


“Tentando dar meu melhor na minha pior fase/ Sabe como é, menor/ Feridas se curam com o tempo, não com gaze/ E quando ganhei meu dinheiro eu perdi a base.” Se você acompanhou a cena do rap nacional em 2018, é impossível não ter ouvido falar do Djonga.


“Junho de 94” foi o single do genial O Menino Que Queria Ser Deus, álbum lançado em março do ano passado pelo cantor. Como se não bastasse o próprio som, que traz toda a questão racial e o contraste socioeconômico do país, o clipe é emblemático.


Nele, Djonga fica o tempo todo com uma corda no pescoço, em volta de duas famílias, uma pobre e outra rica, em uma espécie de dicotomia. Cheio de referências “contra o sistema” e ao racismo velado, o audiovisual potencializou ainda mais a riqueza do som.

 

 


3. O céu é o limite (Rincon / Bk / Rael / Emicida / Djonga / Mano Brown)

 

Já pensou juntar um time com Ronaldo, Romário, Ronaldinho, Zico, Pelé e Sócrates ou, se a sua vibe é o basquete, Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Magic Johnson, Lebron, Kobe e Jordan?


Pois bem, em 2018, parte do “Dream Team” do rap nacional resolveu se unir e produzir um som histórico para a cena. Rincon Sapiência, Bk, Rael, Emicida, Djonga e Mano Brown fizeram de “O Céu é o Limite” um dos mais importantes do ano e da história do rap no país.


O refrão, cantado por Rael, pauta toda a canção:

 

[...] Melhor irem se acostumando

Vão ter que se adaptar

Os pretos com o din gastando

Sem se preocupar

E pra contrariar seus planos

Nas grades não vamos ficar

Unidos, se fortificando

Ei, quem vem lá [...]

 

 


4. Raízes (Negra Li part. Rael)

 

Com produção musical de Pedro Lotto, Caio Paiva, Duani e Gustah, e composição de Negra Li, junto a Fabio Brazza, Duani e Vulto, “Raízes” foi lançada em novembro, em um clipe produzido pela Ogiva Filmes e direção de Gabriel Duarte.


A abordagem racial e a resistência negra permeiam toda a canção, protagonizada por Negra Li e Rael, que tem um refrão marcante: “Minha dor é de cativeiro/ A sua é de cotovelo”.

 

 

Raízes também é o nome do álbum lançado pela cantora, que está disponível no canal da White Monkey Recordings, no YouTube. Clique aqui para conferir.

 


5. Bluesman (Baco Exu do Blues)

 

O ano estava quase acabando, até que o Baco Exú do Blues solta Bluesman, canção que intitula o álbum lançado no mesmo período. O segundo disco do rapper veio cheio de revolta, com rimas certeiras e arranjos com inúmeras referências a religiões de matrizes africanas.

O trabalho, inclusive, trouxe pro debate e se tornou referência em questões de depressão e masculinidade tóxica. Além de toda a autenticidade do disco, ele veio junto a uma curta-metragem de mesmo nome. Ficou foda! Dá uma olhada:

 

 

Na canção, há muita representatividade à luta negra no país. Logo de início, Baco diz, em certo tom de ironia:

 

[...] A partir de agora considero tudo blues

O samba é blues, o rock é blues, o jazz é blues

O funk é blues, o soul é blues

Eu sou Exu do Blues

Tudo que quando era preto era do demônio

E depois virou branco e foi aceito

Eu vou chamar de Blues [...]

 

https://open.spotify.com/album/0QMVSKhzT4u2DEd8qdlz4I

 

E aí, o que achou da lista? Faltou quem aí? Diz pra gente nos comentários!

 

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