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4 nomes do rap Queer brasileiro para ficar de olho

4 nomes do rap Queer brasileiro para ficar de olho

De uns anos pra cá, o rap vem passando por muitas mudanças. Do boombap ao trap e do radinho às plataformas de streaming, muita gente nova abraçou a causa. Além da chegada em peso das minas, a entrada do público Queer foi um dos marcos na cena.
 

O queer é uma identidade de gênero que se baseia no questionamento ao padrão normativo (cis) e de construção social (feminino/masculino), abrangendo quem não se identifica com essas classificações.
 

Já bastante cultuado nos Estados Unidos, com nomes como Le1f, Cakes Da Killa, Zebra Katz e Frank Ocean, no Brasil, a cena Queer no rap já tem uma parcela representativa de MC’s. Para você conhecer e ficar de olho nesses nomes, a gente listou quatro deles. Se liga!


 

Rico Dalasam

 

Provavelmente, você já deve ter ouvido falar no dele. MC mais conhecido do nicho, Rico Dalasam já gravou dois EP’s e um álbum, Orgunga, lançado em 2016.
 

O cantor ainda coleciona feats de peso, inclusive na participação na faixa “Mandume”, do álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, do Emicida.
 

Preto, pobre e gay, Rico faz questão de enfatizar toda a luta de raça, classe e gênero em suas obras. Depois de bombar com “Aceite-C” e “Fogo em Mim”, em “Riquíssima”, clipe que alcançou, até

maio de 2019, mais de 1 milhão de visualizações no YouTube, o rapper apresenta um refrão contundente, crítico e também debochado.

 

E aí, bi?

Ficou rica de uns anos pra cá

E aí, bi?

Botou aquele lá pra andar

E ouvir, não paro mais de viajar

Um beijo, mar

Tá riquíssima [...]

 


Vale a pena conhecer!



 

Lucas Boombeat
 

Pertencente ao grupo de rap “Quebrada Queer”, Lucas Boombeat é mais uma figura para ficar de olho na cena. O rapper, apesar de novo, já trabalhou com Luccas Carlos, Bivolt e Azzy.
 

Seu trabalho solo faz sucesso. Lucas já tem um “perfil” da Pineapple e outro no Rap Box. Com flow potente e linhas cheias de punch line, o MC pauta suas rimas em repúdio à discriminação e na amplificação da voz LGBTQ+.
 


 

Monna Brutal
 

“Crescida” nas batalhas de rimas, Monna Brutal lançou seu primeiro álbum em 2018, intitulado “9/11”, de 8 faixas.
 


Monna vem ganhando notoriedade na cena após estrelar o cypher “Psicopretas”, junto com Yzalú, Gabi Nyarai, Alinega, Meg Tmthc e Sistah Chilli, música com quase 300 mil visualizações no YouTube (até abril de 2019).  

 

Em março do ano passado, deu a letra no cypher “Homenagem de Março”, idealizado pela Ganga Prod., selo de produção de conteúdo audiovisual voltada ao rap nacional feito somente por mulheres. Acompanhada de grandes nomes como Jupi77er, Karol de Souza, Sara Donato e Bivolt, Monna Brutal dá o papo sobre as “homenagens” do Dia Internacional das Mulheres. Se liga!
 

Um salve pra Brisa,

avisa pros boy que tamo indo buscar os malotes.

Isso não é homenagem!

É um aviso de morte.
 


 

Quebrada Queer
 

“Batendo palma, eu te vi resistir/ Mas vi daqui, que enquanto você chora eu canto pra subir/ Se a minha pele é o que incomoda, eu te convido a vir vestir/ Mais quente que o Saara/ Eu queimo o céu e faço o mar abrir”.


Essas são rimas do “Quebrada Queer”, som de mesmo nome do grupo composto por Tchelo, Murillo Zyess, Guigo, Harlley, Apuke e Lucas Boombeat. O clipe, produzido pelo Rap Box, teve um alcance gigantesco e foi responsável por amplificar a representatividade LGBTQ+ no rap.

 


 

O grupo é ativo na cena do rap, e seus integrantes também têm seus trabalhos solo, como é o caso do Lucas, que citamos acima. Tchelo, responsável por unir a galera para a criação da “Quebrada”, também é um dos que fazem acontecer!
 

E aí, de todos que citamos, já ouviu algum? Alguém que você gostaria de ver por aqui? Deixa nos comentários para a gente!

 

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